O Luto por Animais de Estimação

Vamos conversar sobre o luto por animais? O Brasil tem a segunda maior população de cães, gatos e aves canoras e ornamentais em todo o mundo. É o que aponta uma pesquisa da Abinpet, Associação Brasileira das Indústrias de Produtos para Animais de Estimação. Terceiro maior em população total de animais de estimação, o país conta com um total de 139,3 milhões de pets. São 54,2 milhões de cães, 23,9 milhões de gatos, 19,1 milhões de peixes, 39,8 milhões de aves e mais 2,3 milhões de outros animais.

Ter um animal por perto faz toda a diferença na vida das pessoas. Assim, mais que amigos, os pets são companheiros que passam a fazer parte da família e trazem benefícios físicos e mentais para os seus donos.

Porém, pouco se fala sobre o luto por animais de estimação e a forma como a partida dos pets afeta aqueles que os amam e é sobre isso que esta matéria vai abordar. Confira.

O luto por animais é como o vivido pela perda de uma pessoa?

Muito além de uma companhia do dia a dia, os laços desenvolvidos entre os tutores e seus animais de estimação envolvem afeto mútuo. O impacto provocado pela perda de um animal de estimação acarreta um processo de luto muito semelhante ao vivido quando se perde um familiar ou amigo.

Isso porque o vínculo de apego criado pelos donos com seus animais de estimação é muito próximo do que é construído entre seres humanos. É o que indica uma pesquisa publicada na Psicologia em Revista, disponível neste link, intitulada “Quando morre o animal de estimação: um estudo sobre Luto”.

Então, para entender melhor sobre o assunto, a pesquisadora entrevistou donos de animais de estimação que sofreram o luto por animais. Concluiu-se que os processos de luto vivenciados por essas pessoas apresentaram características semelhantes àqueles presentes em processos de luto decorrentes da perda de pessoas significativas.

Para além das comprovações científicas é necessário repensar se devemos julgar o sentimento de uma pessoa frente a qualquer situação. Cada um tem suas dores e cada um vai se sentir impactado por algo de maneiras distintas. Se você conhece alguém passando por esse momento, o ideal é respeitar e apoiar em vez de comparar e julgar.

Por que vivemos o luto por animais?

Entender o que é o luto e suas fases pode ajudar a lidar com todos os sentimentos acarretados por ele. O luto é um processo que ocorre diante da partida de um ente querido.

Lidar com a perda não é nada fácil, porém todos precisam passar pelo luto com o intuito de amenizar o sofrimento gerado pela ausência do outro. Apesar de ser do entendimento geral a finitude humana, deparar-se com a morte desperta diferentes sentimentos como a tristeza, angústia, solidão, entre outros. A morte de um animal de estimação envolve os laços afetivos criados ao longo de anos e uma rotina, sendo esta ausência sentida e merece ser respeitada.

Passar pelas fases do luto é essencial para a aceitação da perda. De acordo com especialistas pode-se dizer que o processo de luto passa por cinco fases: a negação, a raiva, a barganha, a depressão e a aceitação.

As fases do luto

O luto, independentemente se é pela perda de uma pessoa próxima ou por um animalzinho, deve ser vivido de forma plena. Cada indivíduo passa por esse momento de maneira única, mas estudos mostram que é possível experimentar até cinco fases e sentimentos:

  • Negação: conhecida como o primeiro estágio do luto, a negação é a fase em que a pessoa não acredita na perda e pensa que ainda há alternativas que não a partida. Assim, essa fase é vista como um momento de autodefesa para aliviar o impacto da notícia.
  • Raiva: É aquele momento em que a pessoa se pergunta “Por que eu? Por que Comigo”. No segundo estágio do luto, a raiva, é normal que a pessoa em luto dê a impressão de hostilidade de quem busca se aproximar. Isso porque, a revolta, a culpa e o ressentimento chegam de forma intensa.
  • Negociação ou Barganha: A terceira fase é quando a pessoa começa a ter pensamentos refletindo formas de reverter a perda. É comum o pensamento de que as coisas podem voltar ao que era antes.
  • Depressão: A depressão é a quarta fase do luto em que a pessoa se depara com a realidade, dessa forma passa-se a enfrentar o fato de que a perda é irreversível.
  • Aceitação: A última fase do luto é a aceitação. Assim, é o momento de superação de todas as etapas anteriores, em que as pessoas começam a lidar melhor com a perda.

A dor de um luto não aceito socialmente

Um estudo realizado pelo Canadian Veterinary Journal, indicou que 50% das pessoas que perderam seu animal de estimação afirmam que a sociedade não vê a morte dos pets como dignas de um processo de luto. Dessa forma, isso prejudica a vivência do luto, uma vez que as pessoas não se permitem passar por todas essas fases necessárias para a superação da dor.

É comum que pessoas que não possuem animais ou nunca tiveram um pet ao longo da vida, subestimem a ligação afetiva existente entre os donos e seus bichanos. Isso influencia muito no fato dos donos não se permitirem viver a tristeza do luto por animal, o que pode ser um problema.

Assim como quando perdemos uma pessoa próxima, familiar ou amigo, é extremamente importante que as pessoas se permitam passar por todas as etapas do luto. Se permitir sentir a dor da perda do animal de estimação é essencial para que seja possível seguir adiante.

Neste sentido, realizar os ritos de passagem como funeral e sepultamento (ou cremação com homenagens) pode ser de grande ajuda na hora de despedir de um animal com quem compartilhou uma vida de afetos.O Grupo Zelo compreende a dor do luto pela perda de um animal e oferece a opção de planos funerários que oferecem um conforto e tranquilidade neste momento. Saiba mais sobre esse serviço na matéria Plano Funerário Para Animais: Descubra Como Funciona.

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