Tanatofobia: O Que É e Como Lidar com o Medo Extremo da Morte

imagem ilustra texto sobre tanatofobia. uma ampulheta aparece ao chão em pé entre pedrgulhos.

Provavelmente você tem ou então conhece alguém que tenha tanatofobia. Você pode até não saber o que significa, porém, é mais comum do que você imagina.

O que é tanatofobia?

Tanatofobia é o medo excessivo da morte ou de morrer. Muitas vezes em situações que não apresentam riscos que justifiquem este medo (fobia).  A palavra tem origem grega, uma junção de “thanato” (morte) com “phobos” (temer ou ter medo). Inclusive, “Thanatos”, na mitologia grega, é o Deus da Morte.

O nome não é tão popular, nós sabemos, mas como muitas pessoas passam por essa dor, é muito importante falar sobre o tema, principalmente para esclarecer algumas dúvidas.

Portanto, se você se identifica com o assunto, continue a leitura. Aqui você vai conferir dados que mostram que não está sozinho e dicas para superar o medo de morrer.

Tanatofobia: falar sobre a morte ainda é um tabu

Mas afinal, de onde vem o medo da morte ou fobia? A pouca informação sobre o tema é um dos pontos que precisamos conversar.

Muitas vezes, o medo da morte está relacionado ao tabu que a sociedade criou em cima do assunto, não compreendendo como algo natural, mas sim macabro.

Segundo pesquisa atribuída ao Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), falar sobre a morte é um tabu para mais de 73% dos brasileiros.

Isso já se tornou uma das características da cultura dos brasileiros. Não necessariamente a tanatofobia está associada à própria morte, pois também pode estar relacionada com a perda de um ente querido.

Confira mais dados sobre a pesquisa encomendada pelo Sincep:

  • 82% dos brasileiros acham que não tem nada mais doloroso que a dor de perder alguém.
  • 79% acham que a morte nunca acontece na “hora certa”.
  • 63% acham que a tristeza está associada à morte.
  • 48% não estão prontos para lidar com a morte de um ente querido.
  • 30% têm muito medo de morrer.
  • 30% não têm com quem falar sobre morte e não sabem como falar no assunto.
  • 10% acreditam que falar sobre o tema atrai a morte.

Tanatofobia cresceu durante a pandemia?

É normal que o medo da morte e a tanatofobia cresçam em situações pandêmicas, afinal, muitas vidas são perdidas nesses cenários.

No contexto da pandemia da Covid-19, por exemplo, 8 em cada 10 jovens tiveram medo de morrer pelo vírus, segundo levantamento feito pela Associação de Ensino Social Profissionalizante (Espro).

O temor foi ainda maior em relação à morte de familiares pela doença, atingindo 95% dos entrevistados na pesquisa.

Como estamos falando de algo ainda recente quando da redação deste artigo, ainda não temos os dados para afirmar se, de fato, este fenômeno significa um crescimento da tanatofobia ou algo passageiro, que não se estendeu para além da pandemia.

Tanatofobia e medo de morrer são a mesma coisa?

É possível que você esteja se perguntando se a tanatofobia e o medo de morrer são a mesma coisa, certo? Seria tanatofobia apenas um “nome chique” para medo de morrer?

Não é o caso.

É comum fazer essa relação, mas a tanatofobia e o medo de morrer não são sinônimos. Podemos ir além: a fobia e o medo são distintas.

O medo, por si só, é considerado uma emoção comum aos seres humanos e até aos animais. Por outro lado, as fobias são um tipo de transtorno.

Veja um resumo dessa diferença:

  • Medo: emoção passageira que procura evitar situações que possam causar danos. É uma percepção de perigo real ou imaginário.
  • Fobia: medo em um estágio desproporcional, muitas vezes irracional e persistente, que impede a pessoa de lidar com a situação.

Ou seja, por mais que “tanatofobia”, quando traduzimos “tanato” e “fobia” do grego, seja literalmente medo/temor da morte, as duas expressões descrevem coisas diferentes no contexto atual. 

Pense no seguinte. Qualquer pessoa pode experimentar medo de altura ao olhar para baixo da varanda de um prédio alto. Algumas pessoas, no entanto, têm fobia de altura e não conseguiriam sequer subir em tal prédio. Se subissem não conseguiriam ir até a varanda. Se fossem, teriam reações físicas violentas caso tentassem.

Sintomas de Fobia

As fobias, diferente do medo, acompanham muitos sintomas, tanto físicos quanto emocionais.

Dentre os sintomas físicos, podemos citar calafrios, sudorese, taquicardia, tremores, náuseas, sensação de asfixia, dentre outros.

Já os sintomas emocionais podem ser ansiedade persistente, perda de controle, medo de não conseguir controlar as reações, desejo de fugir de certas situações e mais.

As fobias trazem consigo sintomas e, como comentamos, são frequentemente paralisantes. Pessoas tanatofóbicas podem estender este medo a várias situações e momentos da sua vida, ao passo que enxergam em uma série de atividades a possibilidade de morrer. 

Mesmo coisas que são simples e mundanas para a maioria das pessoas (atravessar uma rua movimentada, andar de carro, acender uma churrasqueira), podem se tornar difíceis para aqueles que experimentam um medo extremo e fóbico da morte. 

Pessoas fóbicas também podem passar pelo processo de projetar o medo em terceiros. Ou seja, uma “fobia por procuração”, em que o medo é projetado em outra pessoa e, no caso, no medo da morte daquela pessoa.

Caminhos para lidar com a tanatofobia e o medo da morte

Todo tipo de fobia exige atenção profissional especializada, principalmente a tanatofobia, por se tratar de tema tão delicado.

As dicas que listamos aqui podem funcionar para algumas pessoas, já para outras não. Afinal, cada caso é um caso.

Portanto, se você se encontra em um medo excessivo da morte ou conhece alguém nessa situação, o mais recomendado é procurar uma ajuda profissional.

Deixando isso claro, vamos às dicas que podem ajudar a lidar com o medo da morte.

Entenda o motivo do seu medo ou fobia

O primeiro passo para superar o medo da morte é entender o motivo da sua existência. Por exemplo, esse medo está relacionado a sua morte ou a alguém da sua família? Ou então, o medo é em relação ao desamparo após a perda?

Porém, muitas vezes o medo excessivo é irracional ou possui um motivo em nosso subconsciente. Dessa forma, não podemos descobrir por conta própria.

Nesses casos, é imprescindível consultar-se com um especialista em fobias. Diante disso, procure por psicólogos ou psiquiatras que possuem experiência com fobias em geral.

Se fizer sentido para você, busque uma visão espiritualizada do assunto

Independente da sua religião, buscar uma visão espiritualizada do assunto pode ajudá-lo. Lembrando que espiritualidade não está, obrigatoriamente, ligada à religião.

A espiritualidade está associada à compreensão de si mesmo, além da relação com tudo que está ao nosso redor.

Portanto, possuir uma visão espiritual pode ajudar você a encontrar algumas respostas. 

Busque compreensão e reflexão nas artes e na filosofia

Além da espiritualidade, a filosofia e as artes também podem oferecer caminhos para refletir sobre a nossa condição mortal.

Filmes, livros, músicas, séries de tevê, pinturas e outras formas de manifestação artística refletem sobre a morte e a nossa existência desde que existem.

Em outro campo, muitos filósofos e pensadores também se debruçaram não só sobre a morte, mas especificamente sobre o medo da morte e a perplexidade do homem diante do fim. Neste texto que linkamos AQUI você pode conferir a visão de três importantes filósofos sobre este tema. O mais antigo deles, o grego Epicuro, viveu entre os séculos três e quatro antes de Cristo e refletiu sobre o medo da morte na sua obra “Carta Sobre a Felicidade”:

“Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade”.

A magia de ler, assistir, ouvir, experienciar a visão de artistas e filósofos sobre a morte e o medo da morte – mesmo quando não concordamos com as ideias – é perceber que esta é uma experiência universal e atemporal. Pessoas em todos os tempos e lugares sentiram e refletiram sobre o tema.

Ao sentirmos medo da morte, não estamos sozinhos. Apenas somos demasiadamente… Humanos.

Planeje-se para os momentos difíceis

Se preparar para os momentos difíceis é fundamental para evitar sentimentos ruins e a pressão de lidar com tanta informação, burocracia e decisões ao mesmo tempo.

Este conteúdo foi produzido com carinho e respeito pelos profissionais do Grupo Zelo, o maior grupo de assistência funerária do Brasil com mais de 4 milhões de segurados. 

Aqui no Grupo Zelo ficamos responsáveis por todos os trâmites e demais burocracias para entregar um funeral completo, com velório, ornamentação, traslado do corpo, taxas de cemitério inclusas e muito mais. Nosso serviço existe para que nos momentos mais difíceis você possa se preocupar apenas com o necessário.

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