Resiliência: O Que É, Como Desenvolver e Por Que Isso Importa?

resiliência

re·si·li·ên·ci·a

sf

1 FÍS Elasticidade que faz com que certos corpos deformados voltem à sua forma original.

2 FIG Capacidade de rápida adaptação ou recuperação”.

Dicionário Michaelis
Foto de Dirk van der Made via Wikimedia

Você já ouviu a palavra “resiliência” por aí, não é mesmo?

Afinal, falar em resiliência tem se tornado cada vez mais comum. Talvez você já tenha ouvido de alguém que você precisava “ser mais resiliente”. Talvez tenha lido na descrição de uma vaga de emprego que resiliência era uma habilidade esperada para aquela vaga.

Ou, então, ouviu essa palavra no discurso de algum coach. Ou, quem sabe, leu na capa de um livro de auto-ajuda. 

Porém, talvez, você lembre de ouvir falar em resiliência nas aulas de física do Ensino Médio. Lembra? “Resiliência dos materiais”.

A verdade é que resiliência se tornou uma dessas palavras da moda. Uma simples palavra que do dia para a noite passa estar no nosso vocabulário, pipocar no nosso dia a dia. Começamos a ouvi-la e lê-la em tudo que é lugar: na tevê, nas rádios, nos livros, no discurso do nosso chefe e no conselho de um amigo.

Mas, será que resiliência – e ser resiliente – é uma palavra da moda? Ou, pelo contrário, realmente é um conceito que pode nos ensinar algo importante e nos ajudar a vivermos melhor e alcançar uma melhor versão de nós mesmos?

É sobre isso que falamos neste artigo. Ao longo do texto você confere o que é resiliência, quais as diferentes definições do termo, um pouco da história do seu uso atual e como esse conceito pode nos ajudar na nossa vida pessoal, profissional e quando encaramos os momentos mais desafiadores, como a perda de alguém que amamos.

O que é Resiliência?

Resiliência é um conceito que nasceu na física e chegou até a psicologia. No seu sentido original diz respeito à capacidade (a elasticidade) de um certo material. No seu sentido mais moderno diz respeito à nossa capacidade de adaptação e recuperação.

Entenda mais na sequência.

O que é Resiliência – Física

Lembra que comentamos que talvez você lembre de ouvir falar de resiliência das aulas de física da escola? Pois é, se você procurar pela palavra em um dicionário da língua portuguesa, irá observar que a primeira definição é sobre física. 

O Michaelis, que já citamos, diz “elasticidade que faz com que certos corpos deformados voltem à sua forma original”.

Sabe quando apertamos um plástico – uma garrafa pet, por exemplo – ela rapidamente volta ao estado original? Isso acontece devido à resiliência daquele material. Ele volta à sua forma original. O vidro, por exemplo, tende a ser menos resiliente que uma garrafa pet de plástico.

O que é Resiliência – Psicologia

Porém, podemos olhar a definição logo abaixo no dicionário. “FIG Capacidade de rápida adaptação ou recuperação”.

As letras “fig” são uma abreviação para “linguagem figurada”. Ou seja, essa palavra pode ser usada fora do seu significado original (física dos materiais). 

Figurativamente, que é o sentido da psicologia, a resiliência diz respeito à capacidade de se adaptar e se recuperar. Nesse sentido, também, é válido para falar não só de coisas, mas também de pessoas.

É nesse sentido que utilizamos a palavra resiliência mais frequentemente nos dias de hoje. 

A Associação Americana de Psicologia, dos EUA, define assim resiliência em seu site:

“Resiliência é o processo e resultado de se adaptar com sucesso a experiências de vida difíceis ou desafiadoras, especialmente através de flexibilidade mental, emocional e comportamental, e ajuste às demandas externas e internas. 

Uma série de fatores contribui para o quão bem as pessoas se adaptam às adversidades, incluindo as maneiras como os indivíduos veem e se envolvem com o mundo, a disponibilidade e qualidade dos recursos sociais, e estratégias específicas de enfrentamento. 

Pesquisas psicológicas demonstram que os recursos e habilidades associados à resiliência podem ser cultivados e praticados”.

Resumindo. No sentido da psicologia, psiquiatria e outras áreas relacionadas, a resiliência diz respeito à capacidade de ser flexível frente a problemas e mudanças.

Outra definição que podemos olhar é do psiquiatra norte-americano Frederic Flach. Ele publicou, nos EUA, o livro “Resilience: Discovering a new strength at times of stress” (“Resiliência: Descobrindo uma nova força em tempos de estresse”, em tradução livre nossa). 

O livro de Flach, embora não podemos dizer que foi sozinha a obra que popularizou o termo até ele chegar aqui no Brasil, provavelmente foi um dos responsáveis. Flach explica, assim, o que é resiliência para ele:

“O que é resiliência? É o termo que escolhi para descrever as forças psicológicas e biológicas exigidas para atravessarmos com sucesso as mudanças em nossas vidas (…) Claro, a resiliência não é uma questão meramente psicológica. É física também. Ter resiliência exige que os processos fisiológicos dos nossos corpos, ativados pelo estresse, funcionem bem (…) e é essa capacidade que está no cerne do que chamamos de saúde mental”.

Ou seja, também podemos pensar em resiliência como uma questão tanto da mente como do corpo. Um pouco como aquele velho ditado romano sobre ‘corpo são, mente sã’, não é mesmo?

O que influencia nossa capacidade de ser resiliente?

O que influencia nossa capacidade de ser resiliente?

Agora que já sabemos o que é resiliência, uma pergunta. Você acredita que algumas pessoas são naturalmente mais resilientes do que outras? Ou será que resiliência é apenas uma questão de aprender a ser resiliente.

A ciência pode nos ajudar a responder essa pergunta. No entanto, não é uma resposta tão simples. Igual a tantas outras coisas, a nossa capacidade de ser resiliente é algo multifatorial. Ou seja, a soma de vários fatores que dividimos abaixo em três grupos: aquilo que herdamos, aquilo que somos expostos e aquilo que aprendemos.

Personalidade e genética

Não existe um consenso científico sobre quanto da nossa personalidade é hereditário, ou seja, algo que herdamos dos nossos ancestrais. Todavia, acredita-se que algo entre 30% e 60% das características que nos definem são, de fato, genéticas.

Então, podemos expandir isso para a questão da resiliência se entendemos que ela está, em parte, contida na nossa personalidade.

Igual algumas pessoas são mais extrovertidas, outras são mais sociáveis, ou então melhores mentirosas… O mesmo vale para a resiliência. Parte deste conjunto não é aprendido, mas sim herdado.

Vida, ambiente, experiências

Ok, então. Digamos, por exemplo, que metade da nossa capacidade de ser resiliente é uma herança que recebemos ao nascer. Ainda temos 50%. É seguro dizer que parte desta outra metade é ambiental.

Ou seja, fruto do espaço que crescemos, das experiências que tivemos.

Imagine uma criança que cresceu num lar amoroso, equilibrado, e que sempre foi incentivada a tentar novamente quando cometia um erro. Se essa criança derrubava suco ao tentar usar um copo, ouvia que está tudo bem e era sempre incentivada a tentar novamente.

Agora, imagine outra criança. Esta cresceu em um lar violento. Erros de todo o tipo eram punidos com xingamentos e agressões físicas. Se ela derrubava o suco, apanhava.

Por fim, pense nessas duas crianças como adultas. É razoável pensar que existe uma boa chance de que elas lidem de maneira diferente com os erros enquanto adultas, certo? 

Isso não quer dizer que, necessariamente, a primeira criança se tornará um exemplo de resiliência e a segunda criança não. Porém, quando pensamos nisso em larga escala – milhares de crianças do primeiro exemplo e milhares do segundo – intuitivamente sabemos que o primeiro grupo tende a lidar melhor com os erros… Tende a ser mais resiliente. 

A questão do suco, claro, é apenas um exemplo, mas serve para ilustrar as questões ambientais e das nossas experiências. Além dos nossos pais ou cuidadores também somos influenciados por amigos, outros familiares, colegas de escola, professores, experiências com esporte e jogos… A lista é grande. Tudo isso tende a ter um peso em quão resilientes seremos como adultos. 

Estratégias e desenvolvimento pessoal

Ok. Então, digamos que metade da nossa resiliência seja uma herança genética. Sobrou 50%. Desses, metade é ambiental (como fomos criados, nossas experiências formadoras e tudo o mais). Ainda sobraria 25%, certo?

Estes 25% poderíamos colocar na conta das coisas que nós podemos controlar. No fim do dia, ainda somos pessoas capazes de tomar decisões. 

Imagine que você tem um péssimo dia no trabalho e cometa um erro que leva a uma advertência do seu chefe. O que você faz a partir disso? Com qual atitude você chegará no trabalho amanhã? Este dia ruim com advertência faz você mudar seu comportamento? Se sim, você muda para melhor ou para pior? Quantos dias dura essa mudança? 

Ou seja, existe um campo das coisas que nós temos agência

Se alguém tem uma atitude sem querer que te deixa chateado, como você lida com isso? O fato de saber e acreditar que a pessoa não teve a intenção de chateá-lo, muda sua percepção? 

Perceba: nestes exemplos ainda seremos influenciados pela nossa personalidade e história de vida. Porém, se conseguimos racionalizar essas questões, então conseguimos agir sobre elas. Por fim, temos algum nível de controle da nossa resiliência frente à vida e às adversidades.

O que é uma pessoa resiliente? Quais suas características?

  • Sabe que as coisas passam e consegue perceber que algo que parece um problema gigantesco neste momento não o será em breve.
  • Consegue perceber que algumas mudanças são inevitáveis e agir a partir disso.
  • No mesmo sentido, consegue diferenciar com clareza as coisas que estão sob seu controle e aquelas que não estão.
  • Independentemente de algo estar sob seu controle ou não consegue aceitar que o passado é imutável e não se tortura revivendo erros, mas sim olhar para o que ainda pode ser feito.
  • Mantém um nível saudável de positividade frente aos desafios.
  • Sabe observar os próprios sentimentos, enxergando quando está se deixando tomar pela raiva ou frustração, por exemplo.
  • Tende a acreditar que resolver problemas é mais urgente do que debater as causas daquele problema (o que, mesmo que importante, provavelmente pode ficar para depois).
  • Entende a importância das conexões sociais para uma vida em sociedade.
  • Por fim, tem clareza em diferenciar aquilo que pode ser mudado daquilo que não pode. 

Como saber se eu sou resiliente?

Como saber se eu sou resiliente?

Algumas perguntas para fazermos a nós mesmos, refletirmos e buscarmos uma resposta para a pergunta: eu sou resiliente?

  • Quando minha primeira tentativa de fazer algo novo falha completamente, eu consigo olhar para os erros, superar a frustração e tentar de novo rapidamente?
  • Quando eu sinto que estou perdendo o controle da situação devido à raiva, frustração ou estresse, eu me conheço o bastante para tomar boas atitudes que me coloquem novamente no lugar que eu quero estar?
  • Quando uma mudança súbita acontece na minha vida, eu consigo dizer com clareza se aquilo era ou não inevitável?
  • Quando eu entendo que uma mudança era inevitável, eu consigo seguir adiante sem me torturar pensando sobre o que teria feito diferente?
  • Quando eu tomo uma decisão importante para a minha vida, eu consigo dizer com clareza os porquês dessa decisão?
  • Quando penso no meu passado, consigo me lembrar com carinho dos meus sucessos e sem raiva dos meus fracassos?
  • Se eu precisasse descrever uma pessoa adaptável, essa pessoa é parecida comigo? Quais características temos em comum?

Repare, no entanto, que isto não é um teste ou um quiz. Nosso objetivo não é dizer para você, “ei, se você respondeu sim para pelo menos 4 questões, então você é resiliente”. Não é isso.

Estas são, apenas, perguntas que servem para ajudá-lo a iniciar uma reflexão. Apesar de você mesmo. Combinado?

Como se tornar uma pessoa mais resiliente em 5 pontos

Não existe um guia do tipo “faça isso, depois isso e veja sua vida se transformar graças ao poder da resiliência”! Porém, é possível pensarmos em alguns bons exercícios para sermos um pouco mais resilientes, um dia por vez.

1. Esteja mais preparado

Quando falamos de resiliência, um erro comum é acreditarmos que é tudo uma questão de “acreditar em nós mesmos”. 

Se você tem sofrido com uma questão no seu trabalho que você tem dificuldade e sempre volta a cometer erros, então é possível que não seja apenas uma questão de acreditar mais em você. Talvez você precise estar mais preparado.

Isso pode significar estudar mais sobre um assunto ou pedir aconselhamento para um colega mais experiente naquele assunto. De toda forma, é muito mais fácil ser resiliente com os nossos erros se estamos preparados para os desafios.

2. Conte até 10, dê uma voltinha, respire fundo… Desenvolva a habilidade de identificar quando não é necessário tomar uma decisão imediata

Quantas decisões você já tomou por impulso, no calor do momento? De todas elas, quantas poderiam ter esperado um pouquinho? Quantas vezes você decidiu movido mais por emoções do que razão quando a situação pedia o oposto?

Resiliência também é sobre analisar as situações e entender quando é melhor esperar. E como administrar a ansiedade causado por essa espera.

3. Identifique seus medos, aprenda quando e como desafiá-los

3. Identifique seus medos, aprenda quando e como desafiá-los

Todos temos medos e receios. O que nos diferencia é mais como somos capazes de lidar com eles. Pessoas mais resilientes tendem a encarar seus medos como uma característica não definidora das suas ações, por mais difícil que isso seja. E, olha, pode ser muito difícil, sim.

Pensa no medo de falar para um grande grupo de pessoas. Em um seminário na escola ou faculdade; uma apresentação no trabalho; uma oportunidade de dar uma palestra sobre um assunto que você domina. 

Pense, agora, em quantos milhões de pessoas já enfrentaram esse medo. Aquele frio na barriga quase insuportável. A sensação de talvez seu corpo pare de responder à sua mente. Muitos já passamos por isso, não é mesmo? Uma parte dessas pessoas teve as ferramentas necessárias para ir lá e dar a tal palestra; outra parte, não. Das que foram lá e fizeram a apresentação, muitas delas descobriram que não foi tão difícil assim. Talvez, descobriu até que gostava de fazer aquilo.

Encare todo dia como uma oportunidade para se limitar um pouco menos pelos seus medos. Não deixe que seus medos definam o que você pode ou não fazer.

4. Exercite níveis saudáveis de otimismo

Quando falamos sobre resiliência, é inevitável falar sobre a ideia de otimismo. Ser uma pessoa otimista.

Todavia, esta é uma ideia que pode ser traiçoeira. Encarar a vida com otimismo não é sinônimo de fechar os olhos para os problemas ou ignorar quando as coisas não estão dando certo. 

É importante, primeiramente, desenvolver a capacidade de observar a si mesmo. Imagine uma linha em que um 0 é a pessoa mais pessimista da história, que sempre espera pelo pior cenário possível. O 10 é o oposto, uma pessoa insuportavelmente otimista, que ignora o mundo ao seu redor e sempre espera pelo melhor. Provavelmente, você não quer – e não faz bem – estar em nenhuma das pontas, certo?

Porém se você está muito mais para o zero, você provavelmente está minando sua capacidade de ser alguém otimista. Exercite a possibilidade de ser otimista, de acreditar que as coisas ficarão bem quando for possível fazê-lo.

5. Resiliência também é uma questão física, lembra?

Bem, talvez seja melhor dizer uma questão biológica, nesse caso. Como falamos anteriormente, uma mente resiliente precisa de um corpo saudável.

Considere a possibilidade de que o que você identifica como falta de resiliência talvez seja apenas um corpo exausto. Alimentar-se melhor, dormir bem e horas o bastante, exercitar o corpo… Tudo isso é parte de uma mente mais capaz de encarar a vida com resiliência.

Resiliência no mercado de trabalho

Ao longo deste texto muitos dos nossos exemplos tiveram a ver com trabalho, não é mesmo? De certa forma, isso é inevitável. Afinal, muito do discurso e do que lemos e ouvimos sobre resiliência está, exatamente, relacionado ao mercado de trabalho e à carreira.

Embora nem tudo que se escreve sobre trabalho e resiliência seja bom, é inegável que a relação faz sentido. 

Desafios, resultados ruins, chefes e colegas… O trabalho é um dos ambientes que passamos mais tempo da nossa vida e onde nossa resiliência mais é testada.

Por um lado, isso pode ser cansativo, claro. Por outro lado, o trabalho nos dá as oportunidades para exercer nossa resiliência. Provavelmente, quase todo dia o trabalho nos oferece uma chance de ser mais resiliente e de entender nossas fraquezas.

A resiliência no processo de luto

Por fim, pode ser que você tenha chegado até aqui, mas não conheça o Grupo Zelo. Nós somos um dos maiores grupos funerários do Brasil. Trabalhamos com planos funerários, administração de cemitérios e serviços funerários. 

Aqui neste Blog, que você está lendo, falamos bastante sobre uma das situações que mais coloca à prova a resiliência de qualquer pessoa: o luto. Perder alguém que amamos pode transformar até a mais resiliente das pessoas. Por outro lado, é exatamente a resiliência uma das características que mais pode nos ajudar a viver de maneira saudável o processo de luto.

A resiliência nos permite, primeiramente, entender que nem tudo podemos mudar. Ainda, nem todas as coisas estão sob nosso controle. A morte é uma dessas. 

O processo de luto é cheio de idas e vindas. Nem sempre seguimos as tais fases ou estágios do luto. Às vezes achamos que aprendemos a aceitar e, então, voltamos a negar ou barganhar com a morte. 

Ao longo do processo de luto – que pode ser muito longo – a resiliência para aceitar as coisas que não podemos mudar será tantas vezes testada.

Conclusão

Como vimos, a resiliência é um conceito que nasceu na física, mas hoje em dia caiu no nosso vocabulário pelo seu significado para os estudos da mente e do comportamento humano.

Tal qual é normal com um conceito que se tornou tão popular, muitas coisas são ditas sobre a resiliência, sua importância e como se tornar resiliente. Naturalmente, nem tudo que se diz é realmente um bom conselho, fruto de pesquisa e estudo.

Então, ficam algumas mensagens. Primeiramente, que a resiliência é um conceito interessante e que pode ser aplicado ao nosso dia a dia de diversas maneiras. 

Em segundo lugar, que embora possamos exercitar nossa resiliência, ainda somos fruto do nosso ambiente e também da nossa personalidade – que, em parte, é algo genético.

Ser mais resiliente é um exercício válido e importante. Porém, mesmo que a gente não queira chamar por esse nome, ainda podemos levar lições valiosas a partir da leitura e da reflexão sobre o que realmente é ser alguém resiliente.

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O download é 100% gratuito e e-book foi produzido em parceria com Jane Teodoro, psicóloga clínica especialista em terapia do luto.

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